Eduard Henry

Eduard Henry

sábado, 14 de agosto de 2010

Filme de Terror Brasileiro

Depositado em juízo por PAULO BRABO (Diretamente da Bacia das Almas)


Como já foi observado mais de uma vez, a história de horror convencional é uma reação e um reflexo à tradicional ênfase protestante no peso da moralidade sexual. Nesse sentido o filme de terror é fenômeno típico do hemisfério norte – em especial anglo-saxão, e ainda mais particularmente norte-americano. Eu, que discordo de Freud em quase tudo, tenho de concordar com essa interpretação.

A idéia freudiana por trás do filme tradicional de terror é que (1) toda a sexualidade será castigada e (2) a verdadeira monstruosidade é sempre sexual. Essa obsessão com a sexualidade fica mais evidente nos slasher movies, aqueles filmes em que algum maníaco vai matando, um a um, os membros de um bando de jovens namorados/amantes, mas não é exclusividade deles. Na versão de 1986 de A Mosca, por exemplo, quanto mais monstruoso fica o personagem de Jeff Goldblum, mais promíscuo ele se torna. Muito também já foi falado sobre as conotações sexuais da condição de Drácula (pense na expressão de prazer das suas vítimas quando são mordidas), e a inspiração fálica do monstro de Alien é reconhecida pelo próprio sujeito que o desenhou. A mensagem em todos os casos não é muito ambígua: o sexo não compensa – se você faz sexo, das duas uma: ou o bicho te pega ou você se torna o bicho.

Apesar de toda a sangreira, os filmes de terror são nesse sentido moralistas: só os sexualmente puros1 têm alguma chance de sobreviver. São cautionary tales [histórias contadas como advertência], versões modernas da ameaça dos contos de fadas: comporte-se senão o bicho-papão vai te pegar.

É por isso também que os filmes e livros de terror vendem muito mais nos Estados Unidos (e, em geral, no hemisfério norte) do que por aqui. Como tecnicamente “não existe pecado do lado de baixo do Equador”, o fantasma da culpa sexual não assusta quase ninguém entre nós.

Fico pensando como seria um filme de terror brasileiro – um filme sério, não uma comédia ou uma paródia escancarada (que seria de se esperar de nós). Como o pesadelo sexual não nos assusta, a pegada teria de ser outra.

(1) Um desabamento num baile funk no Rio de Janeiro faz com que um grupo de jovens caia num antigo sambaqui subterrâneo pré-colonial, assombrado pelos espíritos de inquietos bugres canibais. Nah.

(2) Um funcionário público veste uma máscara de Polichinelo e começa a matar políticos corruptos das formas mais brutais. Um agente da Polícia Federal está no encalço dele porque tem o rabo preso com o tráfico de drogas.

(3) Uma dona de casa começa a receber mensagens estranhas, numa língua desconhecida, pelo interfone do condomínio. O rio atrás do parquinho começa a cheirar mal. O novo porteiro olha pra ela estranhamente. O gato é atropelado misteriosamente na vaga de estacionamento do síndico. A bolsa da dona é roubada na portaria e ela chama a polícia. A polícia não aparece.

(4) Um prefeito recebe uma fita de vídeo que, ele não sabe, mata de susto todos que a assistem. Ele morre assistindo e a fita é enviada ao governador, que assiste e morre também. A fita vai parar nas mãos do presidente, que não morre porque denúncias verdadeiras não assustam quem fez tudo o que fez para chegar à presidência.

Ah, esquece.

NOTA DE RODAPÉ

1 Como brincou o primeiro episódio da trilogia Pânico, uma das garantias mais certeiras de que se vai morrer num filme de terror típico é manter-se em algum momento relações sexuais.

Um comentário:

Lauriete disse...

Olá, quero te adicionar na minha lista de amigos,
Sou Lauriete Rodrigues de Almeida, nascida no dia 23 de fevereiro de 1970 em Vitória-ES, filha de Joaquim de Jesus Pinto e Laurinete Amélia Rodrigues Pinto e tem dois irmãos, Levi e Áquila. Sou casada com Reginaldo Almeida e temos uma filha chamada Julia Acsa. Eu e meu esposo, que é evangelista, somos membros da Assembléia de Deus em Ibes, Vila Velha-ES.

Canto desde os 5 anos de idade e com 7 anos já cantava e tocava violão na igreja. Somente aos 12 anos de idade gravei o meu 1° disco (vinil). Com uma carreira abençoada, tenho gravado quase um CD por ano. Atendo convites por todo país e por todo mundo. A Minha fidelidade, seriedade e compromisso com as coisas de Deus, fazem com que minha agenda seja muito concorrida. já cantei em todo território brasileiro e tambem ja viajei para cantar em muitos outros países.

Com uma carreira de 27 anos, com 24 CDs gravados, Sou um destaque no meio gospel capixaba, nacional e internacional.Ao longo de minha carreira, conquistei alguns prêmios como discos de ouro e de platina.

Além de cantar, ser mãe, ser esposa, administro, junto com meu esposo, a nossa produtora fonográfica Praise Records, com sede em Vila Velha-ES, que também produz alguns CDs de outros grandes cantores. Além disso, Eu e Reginaldo também atendemos o povo capixaba em nossa loja Lauriete Music, localizada na capital do estado, com todo artigo evangélico.
www.lauriete2010.blogspot.com