Eduard Henry

Eduard Henry

domingo, 27 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA & CIÊNCIA

Na antiguidade, o saber científico, fundado pelos gregos já é uma herança Babilônica e egípcia (no minimo) - na antiguidade temos a criação de uma matemática bem complexa para as construções como pirâmides, zigurates, previsões astrológicas, questão das estações do ano, etc., daí vem os gregos, especialmente com Pitágoras que da mais um salto na matemática, Hipócrates na Medicina, os filósofos da natureza – Parmênides, Hieráclito, Demócrito, entre outros - que por sua vez foram os primeiros “cientista” que assim podemos dizer.

Os romanos se notabilizam pela criação de aquedutos, o que resulta em uma matemática e física bastante sofisticada. Na Idade Média esse saber, ao contrário do que se pensa, só cresce, então não funciona aquela máxima de Idade das Trevas para o período Medieval, nos mosteiros, tudo isso que ocorreu na antiguidade é preservado e até mesmo ampliado por muitos monges que detém esse saber. Ainda no período medieval tem os árabes que detonam no saber matemático e ainda aperfeiçoam os conhecimentos ligados à medicina e a química. A Europa vai sofrer um desenvolvimento muito grande na Idade Moderna, com o renascimento, aí sim tem a sistematização da ciência, que até então era muito obscurecida pelas superstições e magias. Era difícil separar o que era ciência de fato e o que era religiosidade - veja o caso da astrologia/astronomia por exemplo.


Deus criando o mundo através de princípios geométricos. Frontispício da Bíblia Moralissè, 1215.

Então, é com Descartes e o seu método científico (O discurso do Método) que há uma separação mais clara entre fé e ciência. A partir daí o crescimento das ciências é vertiginoso na Europa, chegando à América. Da tecnologia usada nas navegações aos métodos medicinais de prevenção e combate às doenças, da arquitetura das catedrais e cidades construídas no Novo Mundo à física utilizada na elaboração de material bélico. Essa nova concepção, mais racional de mundo, surgida em idos do século XV vai trazer reflexos contundentes no século XIX e início do XX, onde a ciência passa a ser entendida como a salvadora da humanidade, em outras palavras, era por meio da ciência que o mundo acreditava que haveria redenção. Muita esperança mesmo, haja visto os dizeres na bandeira brasileira: ordem e progresso, uma síntese do pensamento do XIX, se houver ordem (no sentido de razão, organização), o progresso seria inevitável, mas foi o avanço da ciência que trouxe em seu âmago as grandes catástrofes da humanidade, foi o avanço das armas químicas, biológicas, de destruição em massa – fruto dessa ciência redentora – que frustrou as esperanças na ciência.

As duas guerras mundiais no início do século XX fizeram o homem perder suas esperanças na razão pura e aplicada, the dreams over. A própria ciência começa a desconfiar de si mesma, são as teorias do Caos, da Relatividade, da Incerteza que imperam em nossos dias e a cada vez mais se aproximando de antigas práticas como a aproximação da religião e da magia. É só observar os livros atuais, o cinema, a TV (de qualidade), que verificamos essa aproximação, ou, reaproximação.

Esse post é dedicado à minha ex-aluna Juliana, que sempre foi uma aluna bastante empenhada e dedicada e me pediu uma opinião para seu trabalho da faculdade.

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